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Expo 98

por Joana Forte

A Expo’98 que foi um dos momentos centrais de viragem de Lisboa e que revi como tema “Os oceanos: um património para o futuro”, decorreu de 22 de maio a 30 de setembro de 1998 para comemorar os 500 anos dos Descobrimentos ou da Expansao portuguesa e faz hoje 20 anos do seu encerramento.

Ela foi um marco na renovação da cidade de Lisboa, mais que da sua zona oriental e sobretudo de promoção de uma outra Lisboa já de novo cosmopolita.

A Expo98 teve a participação de 143 países e 14 organizações internacionais em pavilhões individuais, que, na generalidade, respeitaram o tema dos Oceanos e nela realizaram-se espetáculos com grandes nomes da música e de uma grande diversidade cultural e musical

O logótipo da Expo’98 representava o mar e o sol e a mascote, foi a grande onda azul, que foi batizada de Gil, em homenagem ao navegador Gil Eanes.

 

A ideia surgiu em 1989 dos promotores da comissão para as comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos portugueses António Mega Ferreira e Vasco Graça Moura e obteve o apoio do Governo, então liderado por Aníbal de Cavaco Silva.

Os edifícios base da Expo foram projetados já com a intenção de serem reaproveitados para outras funções após o encerramento da exposição sendo que este projeto da exposição correu paralelamente à realização de grandes obras públicas como a nova linha vermelha do Metropolitano de Lisboa e a estação de comboios do Oriente, projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, além da ligação a sul com a construção da ponte Vasco da Gama.

A última noite da exposição acabou já na madrugada de 1 de outubro de 1998 e teve a maior enchente de visitantes, estimando-se que entraram no recinto depois das 20:00 cerca de 215 mil pessoas número apenas indicativo, pois que a determinada altura, por razões de segurança, os torniquetes de entrada foram destrancados, permitindo-se o livre acesso.

Depois do encerramento, o recinto esteve fechado até 15 de outubro, reabrindo já como Parque das Nações.

Ultrapassada a exposição, a sua entrada principal reabriu, mas como centro comercial Vasco da Gama, os pavilhões que receberam os países convidados foram transformados na nova Feira Internacional de Lisboa, o Pavilhão da Utopia é atualmente o Altice Arena, o Pavilhão do Conhecimento é um museu e o Pavilhão do Futuro foi transformado no Casino Lisboa e só o Oceanário manteve a sua função.

Joffre Justino

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