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Arte Tumular Medieval Portuguesa I

por Mario Carvalho

Quando falamos ou escrevemos sobre a arte tumular medieval  portuguesa vem-nos logo à memória os túmulos góticos de Pedro e Inês no Mosteiro Cisterciense em Alcobaça, naturalmente e antes de mais, devido à sua beleza”plástica”.

Mas de facto há muito túmulo medieval em Portugal, para além destes e que devem ser referidos e sobretudo visitados e claro, estudados.

Desde muito cedo me fascinaram os túmulos medievais portugueses dentro dos Mosteiros, Conventos, Igrejas  e Capelas. Túmulos inebriantes – uma autêntica explosão de exuberância –  de valor plástico e também de grande imaginação que ilustra bem o saber dos escultores portugueses e estrangeiros e das “escolas”medievais no sentido de correntes e movimentos estéticos no nosso país.

Talvez porque a minha avó Maria de Jesus que trabalhou nas cozinhas  do Mosteiro de S.Dinis e S.Bernardo de Claraval, Mosteiro Cisterciense de Odivelas a fazer a célebre marmelada branca e me levava consigo.

Foi assim que me habituei a contemplar o túmulo do Rei Poeta no Mosteiro que ele próprio mandou construir para as monjas da Ordem de Cister em 1295 e onde se encontra sepultado.  Mal sabia eu que mais tarde, por razões profissionais viria ao longo dos anos a visitar, a estudar e desenhar o túmulo do Rei, na companhia de Mestre Lagoa Henriques.

Mário de Carvalho

 

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