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Pedrógão, um borralho e o ministério público

por Joffre Justino

Que o populismo é a filosofia de ação deste órgão do Estado, o ministério público, já o sabíamos mas ficou neste “caso Pedrogão” provado de vez e a justificar as fugas de informação quando dá jeito, os anacronismos religiosos,  sexistas em nome da fascização opusdeista e as opções direitistas de quem faz política de casta e se recusa a ser eleito, achando ate insuportável tal ideia.

Segundo o notícias ao minuto a acusação pgr’ista “está praticamente pronta e deverá ficar concluída no prazo máximo de duas semanas”, sendo que a profundidade da notícia vai ao ponto de não se saber “se vão ser imputados aos 18 arguidos do processo 64, 65 ou 66 homicídios por negligência.”, uma certeza jurídica de relevo !

E em vez de haver acusações a quem não tratou da limpeza das matas e florestas e a quem cedeu ao monopólio do eucalipto, as acusações mais graves, diz o Expresso, são dirigidas aos comandantes operacionais do combate ao incêndio de 17 de junho de 2017: Mário Cerol, António Arnaut e Sérgio Gomes, que mesmo que errando, estiveram no centro do combate aos fogos que outros, ou geraram ou alimentaram, com a irresponsabilidade na gestão de matas e florestas que eram e são suas!

Mais um gesto de escândalo e de abandalhamento das instituições do Estado Democrático a exigir óbvia denúncia e explícito repúdio !

Dizem as más línguas citadas mas sem nome alegadamente que a procuradora Ana Simões, do DIAP de Leiria, sustenta que o fogo “podia ter sido extinto ainda no ponto de ignição, em Escalos Fundeiros — um raio, de acordo com a investigação da PJ, terá provocado o fogo, mas a acusação vai dizer que as causas são indeterminadas — se a EDP tivesse cumprido a lei e limpado a ‘cobertura vegetal’ que está debaixo dos cabos elétricos… Por causa disso, um borralho transformou-se num incêndio”, e o pobre do borralho e o maldito do raio viram os responsáveis que escondem o erro grave cometido desde 2006 de não cumprimento da lei que obriga à limpeza das matas.

Como é evidente a EDP não pode ser acusada “porque a lei não o permite” mas um seu pobre funcionário, esse sim, pode por ser “o funcionário responsável por essa missão especifica a ser responsabilizado criminalmente”.

Imtrometendo-se no que desconhece para alimentar um populismo bacoco,o Ministério Público aponta para um primeiro erro ao não se terem acionado meios aéreos, o que só terá acontecido duas horas depois, quando o fogo “já se tinha tornado incontrolável” e de não terem atualizado a previsão meteorológica, o que os levou a serem apanhados de surpresa pela mudança na direção do vento que pôs na linha de fogo várias povoações e a N 236-1.

Lá a limpezas das matas e florestas lá a eucaliptaçao selvática, isso não teve qualquer importância!

 

Nardia M.

 

Foto de destaque:  midianinja on VisualHunt.com / CC BY-NC-S

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