Home Cidadania Tancos, o PR., o CDS e a moderação dos assaltantes !

Tancos, o PR., o CDS e a moderação dos assaltantes !

por Nardia M

Será porque o comandante em chefe das FFAA teve cunha para não “fazer a tropa” que os militares se dão ao luxo de dizeres ao estilo destes do general Rovisco Duarte ?

Que se apoie apenas no comunicado da Polícia Militar sobre o material militar recuperado depois do furto na base de Tancos, onde se refere apenas “o” material ou que “Nunca disse, nem podia dizer que o material tinha sido todo recuperado”, como disse este general enquanto responsável máximo pelo Exército, e ouvido como tal no Parlamento não serão luxos pouco aceitáveis ?

Distinguir o estar sob guarda com o entregue por muito militar que possa aparentar como diz “Só quando o material for entregue ao Exercito (agora está apenas sob guarda), só nessa altura podem ser feitas peritagens para verificar se o material está todo”, na realidade é a pior explicação que se possa dar à entidade máxima da Democracia o parlamento !

E mais estranho ainda “A referência que foi feita à falta de munições de pistola de calibre de nove milímetros decorreu do facto de já ter sido noticiada por alguns órgãos de comunicação social.

A referência à caixa (de material explosivo) a mais foi necessária porque já estavam em curso averiguações internas, visando apuramento de responsabilidades, uma vez que a cadeia de comando me informou da existência desta caixa”, são estes dizeres do general Rovisco Duarte !

E como se fosse natural na audição que decorre, na Assembleia da República, o chefe do Estado-Maior do Exército, CEME, reconheceu que já terão sido investidos cerca de 4,3 milhões de euros em segurança após o desaparecimento de armas e explosivos nos paióis de Tancos, há um ano,
“… ascendem, neste momento, em cerca de 4,3 milhões de euros, Santa Margarida e outras unidades, melhorias na captação de imagens, melhorias nas arrecadações de material de guerra”, sendo tudo portanto banal !

O CEME chegou ao ponto de confundir “proativo” com reativo e que “fez as averiguações que lhe competiam, implementou as medidas que se exigiam, respondeu perante a tutela e prestou a colaboração solicitada às instituições competentes e às quais devia respostas”.

A audição parlamentar do CDS-PP que todos os ouvidos apontam para um esticar o dedo para o PR das Direitas em ato de revanche depois de uma notícia do jornal semanário Expresso que dava conta de que além das munições de 9 milímetros, haveria mais material em falta entre o que foi recuperado na Chamusca, como granadas de gás lacrimogéneo, uma granada de mão ofensiva, e cargas lineares de corte tudo um perigo nacional foi rejeitado pelo general Rovisco Duarte que preferiu dizer não ter informações sobre “risco acrescido” para a segurança nacional, tal como o que disse, de manhã, a secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP).

Graça Mira Gomes garantiu que o caso do furto de armamento dos paióis de Tancos, há um ano, não fez alterar o nível de ameaça em Portugal, mantendo-se moderado.

Vivam pois estes assaltos moderados e esperemos pelos que o não forem para percebermos um pouco que seja de tudo isto nas FFAA lusas !

 

Nardia M.

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