Home Globalização Dia Mundial contra o Tráfico de Seres Humanos (30 de julho)

Dia Mundial contra o Tráfico de Seres Humanos (30 de julho)

por Teresa Pedro

No Editorial da revista “Agir” da Amnistia Internacional de Portugal (www.amnistia.pt) assinado por Irene Rodrigues, esta refere que,

“No ano em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos celebra 70 anos desde a sua entrada em vigor, continuamos a lembrar os princípios nela inscritos e a abordar os problemas que se colocam na atualidade pelo não cumprimento do que nela está inscrito.”

São 30 os artigos constantes do documento, que no Preâmbulo da sua Carta, através dos seus Estados membros, consideram necessário se comprometessem a promover em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efetivo dos Direitos do Homem e das liberdades fundamentais.
Dos 30 artigos constantes do documento,, bastaria o cumprimento de um, para que todos os restantes fossem dispensáveis, o artigo 1:
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
Volvidos 70 anos, no limiar do século XXI, a Humanidade vive inúmeras tragédias individuais e coletivas a que absolutamente ninguém está imune.
Diária e persistentemente são violados direitos como o do exercício pleno de funções ligadas à transversalidade da defesa dos direitos humanos, de profissionais como jornalistas, advogados defensores de diversificadas causas, ativistas, religiosos de todo o tipo de religiões que são interventivos em áreas, todos eles, como as da antiescravatura.
A Amnistia Internacional denuncia e faz o convite à ação e ao exercício do ativismo com várias modalidades, entre outras organizações que igualmente o fazem dinamizando projetos diversificados.  A Cáritas (https://caritas.pt) neste particular,, apresentou um projeto euro – mediterrânico contra o Tráfico de Seres Humanos, no dia em que a ONU promove uma jornada de sensibilização contra este crime.
Contextualizando com este Dia Mundial contra o Tráfico de Seres Humanos, é ainda anunciada “(…) a criação do projeto euro – mediterrânico, que visa a realização de pesquisas transfronteiriças entre as organizações da Cáritas na Europa e no Médio Oriente.”
Como podemos verificar, o tráfico de Seres Humanos em tudo absoluta e inequivocamente inadmissível, implica um grave manancial de outras violações e crimes transversais a todas as áreas da dignidade humana.
“Esta praga reduz à escravidão muitos homens, mulheres e crianças com o objetivo de explorá -los do ponto de vista do trabalho e do sexo, o comércio de seus órgãos, a mendicência ou a delinquência forçada.”, nas palavras do Papa Francisco, após a oração do Angelus (29 de julho de 2018) que não se escusou a referir as rotas migratórias num apelo veemente em como
“É responsabilidade de todos denunciar as injustiças e lutar firmemente contra esse crime vergonhoso.” (www.agencia.ecclesia.pt).
Denunciar, intervir e agir na qualidade de cidadãos conscientes da importância da ação global facilitada na atualidade, certos de que somados com tantos outros, unidos congregam a esperança por um mundo mais justo hoje como legado e exemplo para as gerações vindouras no uso pleno de múltiplos instrumentos ao dispor da maioria.
Sejam eles a Amnistia Internacional, a Cáritas aqui mencionadas, ou tantas outras instituições direcionadas em particular para as crianças, como a ADDHU (www.addhu.org, ONGD portuguesa criada em 1998) ou a Filhos do Coração (www.filhosdocoracao.org, portuguesa) que também dispõem da possibilidade de fazer voluntariado.
Agir sobretudo individualmente no exemplo diário e coerente seja no trabalho, lazer ou em casa, bastando para tal, que ao cruzar – se com uma qualquer pessoa, um outro diferente, tal seja com abertura e respeito pela diversidade, sem generalizações ou juízos preconcebidos ou outros “olhares” deturpados.
Eis alguns dados deste fenómeno a que, como o recorda neste dia as Nações Unidas, no mundo, cerca de 21 milhões de pessoas sofrem com o trabalho forçado.
Em Angola, Brasil e Moçambique existem estimados um total de 720 mil “escravos modernos”…
Números alarmantes estes, que vão da servidão humana involuntária, doméstica, à chantagem, violência, abuso…

Eis a escravidão moderna, também ela transversal ao que ora se denuncia, neste dia, numa outra iniciativa das Nações Unidas, liderada pela campanha UNODC (direção da ONU que combate as drogas e o crime) que apela a todos os cidadãos para a denúncia de casos que conheçam, por forma a pressionar as autoridades dos seus países a legislarem no sentido de protegerem e darem assistência às pessoas traficadas.

Poderemos então ficar indiferentes? Eis o desafio…
“A quem o sofrimento pessoal é poupado, deve sentir – se chamado a diminuir o sofrimento dos outros”.  (citação atribuída a Albert Schweizer)
Teresa Pedro
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