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A Democracia Económica II

por Joffre Justino

Vão ser para já 48h greve, pois começou às 00:00 de hoje e termina às 24:00 de segunda-feira, dia 30, dinamizado pelo CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal para as lojas e entrepostos em Portugal da Lidl a multinacional alemã dos hipers.

Segundo a Lusa, Isabel Camarinha, do CESP informou que “o objetivo da greve dos trabalhadores do Lidl é a exigência de resposta da empresa ao caderno reivindicativo que eles empregaram, que já foi objeto de reunião com a empresa” e que a “questão do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), que está presente em todas as lutas das empresas de distribuição”.

As exigências trabalhistas são sobretudo o “aumento dos salários”, “o fim dos horários reduzidos” pois há muitos trabalhadores a tempo parcial, que, vivem com , “… meio emprego e meio salário”…

O CESP assume assim ainda que lamentavelmente so ( onde anda a UGT e o seu Sitese?), o descontentamento dos trabalhadores e com “… muito boas perspetivas, há de facto um grande descontentamento dos trabalhadores”, acrescentando Isabel Camarinha que durante a quinzena de luta em abril houve plenários nos quatro entrepostos do Lidl em Portugal onde a greve foi aprovada.

Afirmou ela ainda que há que denunciar que “as maiores empresas de distribuição do nosso país, com milhares e milhões de euros de lucros” paguem “salários miseráveis aos trabalhadores e façam uma exploração enorme dos trabalhadores em matéria de horários, em matéria de ritmos de trabalho e em matéria de falta de pessoal”.

Ja a administração do Lidl Portugal apontou como sempre que “oferece condições de trabalho de excelência no setor do retalho” e salientou algumas como “todos os trabalhadores beneficiam de progressão salarial, formação e desenvolvimento de carreiras, independentemente da sua função, carga horária ou local de trabalho” e que “garante o cumprimento integral das suas obrigações legais e convencionais” sem que embora pertencente ao grupo alemão Schwarz, faça comparações salariais e de Direitos Económicos e Sociais bem à revelia da afirmada pela UE coesão !

Há que relevar no entanto que o Lidl Portugal distribuíu aos colaboradores, benefícios na ordem dos cinco milhões de euros sem no entanto comparar com o que dá na Alemanha !

Joffre Justino

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