Home Artes Marcuse versus Marx?

Marcuse versus Marx?

por EMonteiro Ferreira

MARCUSE VERSUS MARX?

I

Há 50 anos estudar tudo o que era negativo nas sociedades, criticando a realidade e a própria filosofia, ou até regimes como o nacional—socialismo ou a democracia de liberdade individual como nos EUA, era algo que não «encaixava» numa doutrina ortodoxa cientifica que se estudava às escondidas: o leninismo. E aqui é preciso desde logo fazer um primeiro desvio. A teoria e a prática das contradições foi, é, e será sempre o «berço» das ideias de Karl Marx. E por mais que ainda haja quem disso discorde ou — a contrario –  o hipervalorize por conveniência anti—comunista primária — tais ideias foram levadas ao rubro, de modo maurrasiano, não só pelos bolcheviques na Rússia como por José Staline na URSS, Mao Tsetung na China, Pol-Pot no Cambodja, ou em alguns regimes africanos. No entanto, como elemento contraditório, é também de acrescentar que historicamente se pode afirmar que aquela região euro–asiática composta pela URSS fez, via estatal e violenta, talvez das mais rápidas transições para o capitalismo liberal no mundo, «expulsando» a todos os níveis as classes e grupos sociais dominantes até 1917. Mais, José Staline assinou, em nome da liderança política colectiva, a teoria política que grande parte dos Estados do mundo globalizado actual (a) utiliza em parcela da sua  narrativa; e (b) está em risco de projectar, assim a modos que um socialismo de direita autoritária através de uma espécie de homem unidimensional como constara Marcuse, caso tal globalização se consolide. Ora a teoria crítica daquele e de outros, tem sido pouco falada no que demonstrou ser determinante. Porque pôde ser muito elaborada por alguns filósofos, pôde até servir para – com razão – confluir com as ideias de Karl Marx quanto à contradição, não confluiu quanto à situação «de classe», mas, principalmente, não se cingiu ao que usualmente a Direita neste mundo tenta monopolizar: o realismo. Apesar disso, sem ninguém falar ou se aperceber disso, houve políticos práticos, realistas, que, descobrindo o futuro, logo se articularam à simplicidade sem percepção de escolas e correntes filosóficas dominantes, incluindo as ligadas à psicanálise. E colocaram na questão essencial colocada por Marx – analisar a realidade para a transformar – o problema central do seu próprio processo político. Foi essa percepção que levou alguns realistas a se juntarem a Mao Tsetung, indirectamente noutros patamares, a Jean Paul Sartre, a trotskistas, e, muitos deles, a apontar no final do processo, o «comunismo» da URSS como principal inimigo. E porquê? Porque de modo simples, esse processo foi tão fundo na simplicidade que parte importante dos filósofos de todas as escolas a ele confluiram, quando o  maoismo defendeu que na sociedade havia contradição e antagonismo. Ou seja, face à  realidade vivida, havia contradições que se podiam resolver e havia as que não tinham pelo menos resolução imediata. E tinha razão no que era essencial: entre o liberalismo dos apoiantes de Milton Friedman, o capitalismo de estado via controlo administrativo dos meios de produção, o federalismo autogestionário socialista, e a economia de mercado com direitos sociais avançados, de facto – e foi a partir dos Estados mais desenvolvidos que tal se passou quando de modo oportunista  se difundiram as ideias que Hanna Arendt já quizera generalizar contra todos os totalitarismos — ao menos em termos nacionais percebeu—se a possibilidade de resolução das contradições, no âmbito das organizações e instituições mais complexas, em vários patamares.

II

 

E aqui, insisto num novo desvio e evidencio algo particular, que continua a ser desvalorizado pela insistência em (a) falsificar a «história dos povos sem história» até há 50 anos; e (b) salvar ideias completamente derrotadas. É que foi graças à compreensão  desta confluência–aceitação de contradições e sabedoria sobre as que podem ser resolvidas e as que não têm solução no momento vivido – que pelo menos face à Angola dos últimos 70 anos do século XX, os mais radicais anti—colonialistas, em 61 anos, já foram obrigados a suprimir, fabricar, subtraír, alterar umas 4 ou 5 vezes,  ideias e teorias com edições «revistas e aumentadas».

No final dos anos 60, Marcuse era de um lado, e o leninismo era do outro. E os realistas da época iam atrás, sofregamente do segundo. Nem sequer idealizando qualquer pluralismo entre si. Dou—vos um único exemplo. Em 1969, em pleno Rotary Clube de Luanda — os clubes rotários na Angola dos anos 50—60 pouco tiveram a ver com o bloco social rotário em Portugal e se calhar no mundo, mas nele estavam representados todo aquele «antro» de «reaccionários», «racistas», colonialistas, «lacaios do imperialismo» – um dos fundadores do clube, colono de longa data, numa sessão, ao fazer a intervenção habitual de fundo – no final sempre criticada pelo Censor da reunião por sistema um natural da terra. O título da palestra era «Marcuse versus Marx», com ou sem ponto de interrogação, resumia a realidade: 1.º, que era contraditória e não antagónica na realidade e nos propósitos; 2.º,que foi ignorada ou apelidada à época pelo contrário do que ela defendia. Menos de 6 anos depois, como «transição marcelista» interrompida, os «realistas» — alguns até lhes chamaram, entre portugueses e angolanos, «pragmáticos» –, puseram a funcionar um plano onde os jovens, maoistas em grande parte, no caso incluindo até leninistas ortodoxos, que em Angola hoje podemos englobar todos como «marcusianos», serviram de «cobaia» a um sistema operativo que «rebentou» com o espaço social construido e, em 3 anos, impôs um partido único a um Poder Não alinhado, apoiado por Cuba e tendo formalmente como rectaguarda política de suporte «os países socialistas». Primeiro em nome da «descolonização exemplar», definida depois como «possível», finalmente apelidada de «tragédia» pelo seu principal ideólogo. Depois, em nome  do que, grosso modo, Marc Tool e Paul R.Bush iriam defender no futuro em «Institution annalisys and economic policy» como distrinça entre a Original Political Economics e a New Institution Economics. Cuja projecção política e social se podia historicamente comprovar com o que o materialista histórico Samir Amin havia defendido como desconexão, assumida como inevitável: transformar a economia e as sociedades, que detinham como elemento principal capacidade de produção, circulação, distribuição e consumo autocentradas, com vista a reproduzir os termos da troca (desigual), gerando a reprodução alargada do velho poder Imperial, acabando com as sociedades históricamente construidas. Ao libertar classes e elites, ao mesmo tempo que «rebentou» espaços sociais e relações históricas, e obviamente fez regredi—las quase a todas, manteve a liderança do sistema, via «new economy», globalização, ou economia de mercado consoante o patamar e a fase. Com nova definição, reproduziu—se e consolidou—se um sistema numa situação onde os Estados de economia forte se foram e se vão «aguentando» com a desregulação crescente das transacções internacionais e dos pólos de acumulação, chegando ao cúmulo de aceitar a prioridade «social» actual da produção com prioridade para exportação, ao passo que os Novos Estados e os de economia débil ou despoletaram por se «aguentarem» num ou noutro sector exportador, ou caminhavam para a degeneração como organização e instituição. Em palavras simples, foi projectado um «colonialismo» totalitário conhecido como globalização. Que tem tido os seus resultados: 1.º, simultânea diminuição acentuada da pobreza e da fome, como uma desigualdade material nunca vista na história da humanidade; e 2.º, o fim do expansionismo político—militar tradicional estatal, passando a ser as empresas – organizações estritamente ligadas á economia estatal ou privada com suporte até na Segurança privada – para consolidar influência política e cultural em qualquer lado do planeta.

 

III

 

E aqui há mais dois desvios a fazer. Um tem a ver com o facto de entre o que se tem quase a certeza que vai acontecer como prospectiva e o que se pode defender como ideia e  trajectória desejada, muitas são as vezes onde não há convergência, principalmente quando se sabe quem são os protagonistas  da liderança. Outro tem a ver com História e Política. Em 1968—1969, Mao, Marx e Marcuse confluiam no Maio de 1978 em França, mas eram antagónicos em todos os meios leninistas e do mundo comunista em grande parte do mundo. Se ainda por cima, em Angola, havia quem defendesse nesse âmbito Marx como representação política num quadro de democracia «burguesa» como regime, é óbvio que qualquer escrito de per si não podia catalogar quem o produziu. Tal como aconteceu 40 anos depois: algo bem visível para qualquer cidadão comum, foi a progressão e a consolidação do (neo) liberalismo no mundo após 1989–90. Chamar a atenção do tipo de globalização desencadeada, a começar pela acção de um individuo como Boris Ieltsin a partir da Rússia, não é defender tais propósitos. Observar que tal perspectiva deveria insistir em «colonizar» o mundo e de forma rápida para, por essa via, acabar com o «colonialismo», não significa ser adepto dessa via política. Contextualizando as coisas, significará uma fórmula por parte de quem se foi recusando desde há muito tempo a utilizar expressões cuja maioria esmagadora  das populações jamais as compreendeu.  Voltando ao principal neste trabalho, parece simples «descobrir» que basta a questão da contradição para fazer confluir as ideias de Marx com as de Marcuse. Só que nada disto foi e é simplista. E é aqui que entram em força  os «realistas» de todas as latitudes, ou, reduzindo—me ao meu «mundo», os ndalos da minha terra que, quando o soba ou chefe decidiu que «nós não somos nem de esquerda nem de direita», em nome do leninismo, a tradição «retornou» ao cristianismo alembamentado, e varreu por levas várias, os apoiantes de Marx, Marcuse e Mao. Ao mesmo tempo que se «esqueceram» de Jean Paul Sartre que em 1975, até parecia ter sido ele que tinha imitado o «mundo» d’«A Náusea» da «harmonia africana». Mas houve um acontecimento, desvalorizado pelos «nem de esquerda nem de direita», que gerou grandes interrogações. E levou a nova pluralidade de situacionistas e outros «istas». Como os depois autointitulados «realistas». Para eles como ilusão, surgiram as interrogações: é ou não verdade que desde o começo dos anos 60, se intensificou no centro do sistema—mundo, a diversidade e o pluralismo socialista, prosseguido por várias correntes que se debateram entre si com agressividade? É ou não verdade que de entre todas, anos após o fraccionamento entre os chamados sociais democratas e comunistas, houve mais uma fissura estrutural entre a lógica operária e a lógica liderada pela chamada primeiro pequena burguesia, depois substituida pela expressão «classe média»? É ou não verdade que o fulcro dos chefes ideológicos «realistas» apoiaram – com razão política conjuntural – alguns pequeno burgueses e até deram suporte financeiro a «revolucionários» no centro ou na periferia do sistema que eram expurgados pelos «nem de esquerda nem de direita» com linguagem leninista? É ou não verdade que entre o movimento que detinha a URSS como centro de um novo sistema no patamar dos poderes mundiais, a partir de Bandoeng, apoiado por Moscovo, foi instrumentalizado contra a URSS como alternativo aos tradicionais pólos gerados pela guerra—fria, e via radicalismo pequeno burguês, se foi aproximando em particular do maoismo, em espaços sociais pre-capitalistas com operariado débil? E nesse patamar, até influenciou, via indirecta, as conversações Nixon–dirigentes chineses? É ou não verdade que em dois anos – com destaque para 1968 e como acontecimento decisivo – pode dizer—se que em todos os continentes, houve um movimento social e político que extravazou o bloco social de origem – a situação de estudante como profissão a prazo com origem em cada vez maior número de classes e segmentos sociais, dando a liderança desse movimento à chamada pequena burguesia, mas sem um qualquer sintoma – praticado – de suicídio de «classe»? Ou o que, em cadeia, aconteceu em Berkeley, Paris, Praga, México, foi ou não composto pela mesma camada e bloco social, que os actores da «revolução cultural» chinesa, o desencadeado em vários estados da América latina, até com movimentos como os Tupamaros, guevaristas e outros, no Portugal de 62 e 1969,? E tal movimento foi ou não global, mesmo não orgânicamente ligado entre si? Será que a «revolução» liderada e dominada nas europas por estudantes, não era a mesma, apesar do desastre social mais evidente, que, honra política negativa lhes seja feita se lermos com atenção o que António José Saraiva escreveu em «Crise da civilização burguesa», a liderança dos movimentos de libertação das «colónias portuguesas»? Ou estes não eram maioritàriamente estudantes e ex-estudantes sem prática profissional sólida? É ou não verdade que o leninismo passou a fazer parte da retórica de gente que irá atingir o cume, em Angola, ao projectar o que outros e Ramalho Eanes afirmaram publicamente: o «leninismo para eles significa nacionalismo»? Será que a gente de esquerda se esqueceu que na Angola do começo dos anos 80, em formal leninismo, (a) havia gente com poder a afirmar: «se tu não resolves os teus problemas como é que queres resolver os dos outros»; ou (b) passou na Assembleia do Povo uma lei impondo da consanguinidade como elemento essencial de nacionalidade? Ao  haver seriedade na análise e não preconceitos ideológicos – mesmo que a liberdade de expressão os permita – a primeira e única resposta a dar nesta pequena intervenção é simples: não se pode perseguir estratégias políticas com objectivos destinados ao fracasso, nem instrumentalizar tão pouco ideias no sentido de «matar» conscientemente por fases por exemplo a utopia socialista. Como vários autores «realistas» têm feito. Como o estadunidense que enbandeirou em arco o facto de, em 1968, os estudantes de Paris terem rasgado, entre dezenas de outros estandartes a que fizeram o mesmo, os da cidade onde se liam «Marx/Mao/Marcuse», ao mesmo tempo que aceitou o que Robert Young afirmou no livro «Negations: essais in critical theory» de Marcuse, ao considerar o filósofo de origem alemã tornado estadunidense, «entre os intelectuais puros, o que teve maior efeito directo e profundo sobre os eventos históricos, mais do que qualquer individuo do século XX». O que ninguém vê – ou está interessado em ver – é algo interessante. Os «realistas» dizem: enquanto Marx acreditava que o poder devia assentar nos que deviam controlar os meios de produção, a Escola de Frankfurt acreditava que o poder se podia encontrar junto de quem controlasse as instituições de cultura. Esta, incorporando gente como Georg Lukacs, Wilhem Reich ou Theodoro Adorno, defendia a conversão do marxismo — teoria para este estritamente económica — em realidade cultural. Adono dizia ser preciso destruir a civilização por esta ter ver com o terror; Marcuse defendia que «podemos justificadamente falar de uma revolução cultural visto que o protesto (estudantil) tem como alvo todo o edifício cultural, incluindo a moralidade actual»; e Lukacs via na «destruição revolucionária da sociedade…a única solução para as contradições da época», pela «criação de novos valores» defendendo, talvez como Reich, «um curriculum de educação sexual radical, através do qual esperava enfraquecer a família tradicional» (ou, como especificava o historiador Wilhem Burst, que o filósofo húngaro ensinara «as crianças húngaras a aprender nuances subtis do amor livre, actividade sexual, contra a natureza arcaica do código das famílias»…«impeditiva(s) do homem (e da mulher) ter prazer». Reduzidos ao «mundo» angolano, ainda hoje não é perceptível como é que a aliança Marx—Mao–Marcuse não democratizou a vida, e preferiu oferecer, através do «espírito», da revolução cultural na linguagem de Marcuse, ou da corrupção na linguagem, de «bandeja» o mundo aos «realistas».  Em suma, para não aprofundar muito mais a questão – o problema central da unidimensionalidade em Marcuse é fundamental e aqui não foi abordado — fiquemos por algumas afimações: (a) Marcuse defendia ideias que entroncavam na tese de que se devia tolerar o que se gosta e censurar o que não se gosta, o que para os realistas era (e é) intolerância, afirmando que esta foi com mudada para «libertação», «verdade», «discriminação»; (b) a questão social foi tal que os «realistas», após se aliarem aos marcsusianos para «liquidar» o que tinha a ver com redistribuir o capital económico como Karl Marx defendia, também liquidaram a nova tolerância que defendia Marcuse, via «redistribuir o capital cultural», ao aceitar a «prática da tolerância discriminadora» na direcção inversa à prevalecente, ao «mudar o equilíbrio entre a Direita e a Esquerda», limitando «a liberdade da Direita» e  os seus propósitos ideológicos através «da osmose»; (c) o realismo defenderá que, com Marcuse, houve uma metamorfose na expressão tolerância: esta significava discordar de alguém para que se pudesse tolerá—lo, e após liquidarem Marx e Mao, apoiados em Marcuse, quando estes erradicaram a discórdia, e a tolerância passou a aceitar todos os pontos de vista e «valores» como legítimos, à excepção da antiga noção de tolerância, os realistas impuseram o «eterno retorno» e colocaram–se em posição de se apropriar da harmonia totalitária: 1.º, porque não quizeram entender que o socialismo – como aconteceu com os outros modos de produção e troca anteriores –, começou por si e pelo seu contrário, ou seja, pelo nacional—socialismo, de um lado, e pela revolução russa e o stalinismo, do outro, historicamente começou tal e qual Charles Maurras o afirmou face a qualquer novidade emergente; 2.º, porque os lideres não quizeram, nem sequer face ao «movimento amplo» que pretenderam impôr, projectar e dinamizar um qualquer compromisso histórico pluralista, antes do mais em nome da dinâmica acesa entre blocos sociais liderados pelo marxismo, pelos marcusianos e pelo realismo condicionado. Pelo contrário, uns e outros, empolaram este último, por um lado, e consideraram «salutar que a esquerda (estivesse) dividida» afinal na linha de quem muito criticaram negativamente, por outro lado. Podendo de um lado deter instrumentos de produção económica, e do outro, instrumentos de produção cultural, para fazer frente aos realistas, degladearam—se em benefício do autoritarismo — nacionalismo – liberalismo tradicional, futuramente apoiados em «autocratas», como no centro do mundo. Enfim, recusaram a luta plural entre marxistas e marcusianos, que podia ter reduzido a força da antiga concepção de tolerância. Em Angola tudo «explodiu»; na África do Sul e no Zimbabwe tudo vai a caminho da unifomização após a morte em menos de dois meses dos dois principais opositores de Mugabe – um branco e um negro; e, em lado nenhum, ninguém com força política é capaz de afirmar que o populismo – que para mim sempre foi e será de direita pois não deixou de ser acção de segmentos sociais tentarem reproduzir vantagens comparativas com outras classes e grupos! — que está a crescer nas europas, é o mesmo que foi apontado como revolucionário em várias áfricas como «acto democrático». Assim, em alternativa, incluindo à democracia liberal com base na tolerância tradicional antiga e o socialismo autoritário de Direita fruto de diferentes alianças de classe, continua a ser possível implantar democracia, liberdade de expressão e associação, se às teses tradicionais da liderança ou vanguarda em nome da classe operária, se influenciar a diversidade entre marxistas, apoiantes de Marcuse, sociais democratas convictos, novas esquerdas, antigos maoistas, trotskistas, e guevaristas, em liberdade, contra os realistas e os adeptos da antiga tolerância. Como só não o farão a prazo na Venezuela, na Bolívia, ou em Cuba,  se não quizerem ou puderem.

Eugénio Monteiro Ferreira. 21 Março de 2018.

 

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.