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HUAMBO

por Antonio Dores

O amado e carismático governador da Província do Huambo, protagonizou uma façanha até então não conseguida pelos seus antecedentes, António Paulo Kassoma, Albino Malungo, Faustino Muteka e Kundi Paihama!

Poderia dizer-se que é uma acto de coragem, gastar 613.000.000,00 de kwanzas na requalificação do edifício aonde sempre funcionou e funciona o governo provincial do Huambo, que consistiu na construção de mais compartimentos no espaço antes reservado e concebido para o estacionamento de viaturas, alegando faltar comodidade e espaço para que os colaboradores do governo exerçam condignamente as suas actividades.

A obra que não tem afixada o projeto, o dono da obra nem o executor da mesma, como se exige neste tipo de construções, foi adjudicada sem concurso público à empresa Jonce afecta ao governador provincial. Os trabalhos de furacão para colocação da base que sustenta a nova construção comprometeu a estrutura original do edifício histórico, causando fissuras que já assustam os seus inquilinos.

Poderíamos também dizer que a decisão de construir tais compartimentos fosse inovadora, não fosse o valor gasto na obra e as necessidades mais prementes que as província apresenta no momento, basta olharmos para o estado em que muitas crianças estudam, ao relento ou em casebres de chapas na esperança de aprender o que muitos já sabem para poder vir agir diferente em abono ao bem-comum.

613.000.000,00 de kwanzas dava para construir mais algumas salas de aulas, evitando que as crianças estivessem expostas ao sol, frio, calor e doenças oportunistas de um ambiente insano que existe nos lugares que o governo manda professores dar aulas.

613.000.000,00 de kwanzas chegava para intervir nas estradas dos bairros Sassonde, Petróleo, Santa Iria, São José, Kasseque, Chitutula ou outros, para que o trânsito fosse feito com o mínimo de conforto possível.

613.000.000,00 de kwanzas chegava para minimizar a situação de precariedade que as unidades sanitárias vivem.

Não há medicamentos, material gastável e médicos, com este dinheiro poderia se contratar médicos que estão sem vínculo laboral com o estado. Com 613.000.000,00 de kwanzas dava para levar água potável as bairros esquecidos; chega para estender a rede elétrica as zonas consideradas recônditas pelo governo.

António Dembo

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