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António Costa foi um homem que arriscou e Portugal está na moda.

por Joffre Justino

Segundo a imprensa de nuestros hermanos … e não só, Portugal está na moda.

António Costa foi um homem que arriscou

Quando Jerónimo de Sousa e Catarina Martins acederam à possibilidade de um acordo de Esquerda para viabilizar um governo minoritário PS muito poucos para além de António Costa olharam com otimismo para este cenário

Em primeiro lugar porque era um volte face radical na política de alianças nacionais do PS centrado que sempre esteve nos acordos com o PSD sendo um regresso ao primeiro programa o de antes do 25 de abril de alianças à Esquerda

Em segundo lugar porque toda a Direita Europeia olhava com desconfiança quase xenófoba para os países do sul Em terceiro lugar porque a Direita Europeia se tinha habituado a um governo português submisso às políticas da Troika e à venda a desbarato do país

Em quarto lugar porque a Direita tinha tido mais votos que o PS embora este com a restante Esquerda fosse maioritario

Desde a tomada de posse que a estratégia da Direita foi de desgaste do Acordo e do governo e só a resiliência de António Costa lhe permitiu sobreviver a tamanha pressão vinda de todos os media

Espantosamente António Costa encontrou um aliado no PR que segurou o governo até aos incidentes de Pedrogão Grande e de 15 de outubro os brutais incêndios florestais de imediato tornados da responsabilidade do governo dados os erros visíveis na prevenção e controlo dos mesmos pelos responsáveis no combates aos incêndios nomeados por este governo momento em que Marcelo Rebelo de Sousa mais conhecido por Marcelfies começou a preparar o seu futuro controlo do PSD

Mas no entretanto as medidas do governo desde o controlo do défice ao crescimento económico à distribuição da riqueza por via da melhoria dos rendimentos familiares resultaram num governo otimista e gerando crescente simpatia até na Direita europeia cercada que se sente pelo ascenso da extrema Direita e que foi ao ponto de entregar o eurogrupo a gestão das finanças da UE à coordenação de um do Sul o ministro das Finanças de António Costa como sabemos Centeno

Neste cenário que continua complexo e com a extrema direita portuguesa a usar tudo o que tem tanto nos media como nas FFAA como em parcelas da AR António Costa continua o garante de uma política neo keynesiana onde as reformas feitas são favoráveis aos direitos económicos e sociais dos trabalhadores e da classe média sem que tal tenha posto em causa o Investimento nacional e estrangeiro nem a imagem do país bem pelo contrário negando todas as teses direitistas de ideologia neo liberal

Avesso a políticas de estatizacao este Governo tem-se mostrado ser também pouco entusiasta no incentivar o desenvolvimento da nano micro e pequena economia muito menos da de raiz solidária e resta saber se não será por aqui que esta experiência venha a falhar pois pouco tem conquistado a base social de apoio que urge trazer à Democracia os absenteístas em caso de nova crise global com a força da de 2008

Até lá felizmente o piloto desta nave António Costa tem se mostrado capaz de gerir tensões e conflitos como poucos e os seus co pilotos têm se mantido firmes no acordo que os une !

¿Por qué Portugal está de moda y es aplaudido por la UE?

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Publicado por El País em Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018

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