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37 mil empresas a desaparecerem 230 mil trabalhadores a irem para o desemprego

por Joffre Justino

37 mil empresas a desaparecerem 230 mil trabalhadores a irem para o desemprego entre 2005 e 2015 uma quebra na produção de 43% perante uma queda do investimento público brutal dos 7095 milhões de euros para os 3853 milhões em 2014 eis o desastre das obras públicas e construção civil em Portugal

Porque raio aconteceu este desastre ? Por causa da crise dirão muitos mas essa resposta é por demais simplista

Na verdade se a banca é e foi dominantemente opusdeista e PSD ( uma minoria PS na gestão mas não no capital e uns resquícios PCP ) o setor das Obras Publicas e Construção Civi (OPCC) teve uma forte influência PS e até PCP estando lá sempre claro o PSD e esta predominância PSD / PS alimentou o que de pior podia acontecer em ambos partidos e na gestão da economia portuguesa

A aposta numa empregabilidade desqualificada numa economia centrada no Fausto egípcio de auto estradas inúteis exceto para importar mais produtos limitando o crescimento interno ou em não menos faustos empreendimentos como o CCB são a herança de endividamento estratégico ( bem mais grave que o financeiro ) não criando riqueza e delapidando recursos de Cavaco Silva e também em menor grau mas também de Guterres

É desta política falhada que chora o setor OPCC sempre que é posto a falar sem olhar com alegria para as oportunidades que impôs e sem perceber o grau de responsabilidade que tem no tendencial decrescimento eleitoral dos partidos políticos portugueses do CDS ao PCP que seguiram cegos os cantares de sereia deste OPCC apesar de alguns esforços de mudança incentivados por Sócrates por Zorrinho e Manuel Pinho

De fora desde sempre uma política agro pecuária silvícola em especial na total falta de visão estratégica do cavaquistao que empurrou para o litoral e para as urbes perto de 40% da população desertificando o país o tornando o mais e mais dependente do exterior e também no negligenciar do florestal do seu redimensionamento na posse do seu ordenamento geográfico e da dependência ( por causa também do OPCC ) do eucalipto e hoje bem se vê como o que resistiu faz do mobiliário um setor exportador faz do calçado um setor exportador que poderia ter crescido muito mas muito mais

De fora o Turismo que por anos a fio destruiu o Algarve destrói a Madeira sem estratégia e em crescimento baseado estritamente na OPCC tornando as duas Regiões num desastre ambiental e num sufoco turístico quando podia ter gerado um crescimento mais equilibrado mais sustentável

Pior ainda a concentração do capital financeiro e sobretudo humano no OPCC teve como base a consideração da inutilidade da qualificação escolar e profissional o que afetou seriamente o modelo de ensino tornado ou estatista ou religioso / católico e que só começou a ser alterado com David Justino e bem continuado com Sócrates / Maria de Lurdes Rodrigues ( à exceção do seu erro de concentração no público do subsistema que poderia ter trazido modernidade à economia o do Ensino Profissional se o investimento público não se tivesse concentrado no setor do Estado ) mas em moldes de adequação insuficiente

Assim o setor OPCC que beneficiou como ninguém dos financiamentos comunitários e do Estado ( e do seu endividamento ) não deveria fazer mais que calar-se agradecer os erros estratégicos das governações PSD e infelizmente também PS e aproveitar mais racionalmente os nichos de mercado que uma economia de gestão energética centrada nas renováveis de gestão racional da floresta de recolocação rural das populações poderão gerar e claro deixar de chorar

Porque a chorar estão os portugueses que pagaram e pagam caro as heranças cavaquistas de endividamento financeiro mas sobretudo de anulação do crescimento económica sustentável que se poderia ter gerado com outra Visão !

 

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José Fontes 3 Janeiro, 2018 - 14:50

Interessante perspectiva… concordo!
Cumprimentos,
José

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